Confissões íntimas

Um olhar ácido, às vezes poético, sobre a sociedade brasileira por um viés curioso: o universo dos restaurantes. Um clássico da crônica contemporânea brasileira que a Cesárea reedita.

Você precisa conhecer Apicius.

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Atlântico

Ronaldo Correia de Brito faz uma homenagem às avessas a um Recife assombrado pela sua própria imagem nesse conto que é lançado em prol do Ocupe Estelita. Atlântico é a primeira amostra do livro de contos Amor das sombras, que o autor lança em agosto pela Alfaguara.
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A cabeça no fundo do entulho (capítulo)

Um advogado envolvido com uma herdeira de obras de arte suspeitas por uma Roma que é pura homenagem ao nosso imaginário cinematográfico. Leia o primeiro capítulo de A cabeça no fundo do entulho, de Fernando Monteiro, ganhador do Prêmio Bravo de Literatura 1999 e relançado agora pela Cesárea.
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A cabeça no fundo do entulho

Uma espionagem canastrona por uma Roma que não sustenta mais sua lenda, um Prêmio Nobel pelos subúrbios do Recife… Um universo em desconstrução nesse segundo romance de Fernando Monteiro, que ganhou Prêmio Bravo de Literatura de 1999.
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Cemitério da esperança

Em ensaio inédito em Português, o historiador e escritor americano Benjamin Moser toma Brasília como um estudo de caso dos problemas arquitetônicos enfrentados pelo Brasil hoje. O valor dos downloads da obra será revertido para o movimento Ocupe Estelita.
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Utopias da frivolidade

Doutora em Critical Theory And Hispanic Studies pela Universidade de Nottingham, Angela Prysthon tem um dos olhares mais particulares sobre o cinema hoje. Em um dos ensaios de Utopias da frivolidade, ela lembra que estamos vendo o nascer de uma espécie de “cibercinefilia”, uma relação de consumo e de crítica de cinema, mediada pela internet, que ainda não foi devidamente mapeada. Esse é só um dos pontos dessa coleção de textos, que foca ainda em nomes como Derek Jarman, Joseph Losey e problematiza a cultura pop em que estamos inseridos.
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Aspades ETs etc.

Após quase uma década, um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea ganha nova edição. Uma obra sobre o cinema e o estatuto da ficção, que nos lembra de que tudo é apenas representação literária.
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Essa angústia louca de partir

Livro de estreia no Brasil de uma das vozes mais fortes da literatura hispano-americana. Em 10 narrativas curtas, o escritor chileno fala de afeto e dos anos da ditadura de Augusto Pinochet e dos seus desdobramentos no emocional de um país.
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Maçã Agreste

Maçã Agreste marca o início da fixação de Raimundo Carrero por um Recife, que representa todas as cidades, que se perde a cada momento, numa geografia povoada por perdedores, fanáticos e cachorros sem dono.
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Cesárea #3

O terceiro número da Cesárea concede autonomia a todas nossas assombrações. Com textos de Alberto Fuguet, Antônio Geraldo, Adelaide Ivánova, Fernando Monteiro, Giorgio Agamben, Luís Henrique Pellanda e muito mais.
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Cesárea #2

Uma edição sobre os vários tipos de exílio, os geográficos e os emocionais, com textos de Maria Lúcia Pallares-Burke, Elizabeth Bishop, José Luiz Passos, Fernando Monteiro, Fabiana Moraes, Carol Almeida e Ricardo Viel e muito mais.
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Cesárea #1

Silviano Santiago escreve um ensaio sobre como a saudade é um ponto essencial para pensarmos a nossa atual crise na cultura. Fabiana Moraes encontra e se perde com as pessoas que seguem para as igrejas ao meio-dia. José Castello perfila a morte branca do escritor José Cardoso Pires. Lou Reed (o homenageado da edição) discorre sobre a poética das suas letras e muito mais.
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Polaróides

Para inaugurar o nosso selo, as imagens escritas em papel de croissant da fotógrafa e escritora Adelaide Ivánova, que num jogo de palavras seduz e brinca com textos sobre amores, perdas e ganhos. Um livro de pura sedução estética.
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Atravessar o fogo

Atravessar o fogo* O mítico letrista fala do universo particular que move as histórias das suas músicas   Lou Reed   O verso exato é “Quando você atravessa o fogo que lambe seus lábios”. Meu outro verso favorito é “E que logo à frente há uma porta, não um muro”. São muitos os meus versos favoritos do álbum Magic and loss. Originalmente, era para ser um disco sobre Magia. Magia de verdade, a habilidade de fazer desaparecer a si mesmo. Eu tinha ouvido histórias de magos com estranhos poderes no México. Pensei que, se lançasse umas canções sobre magia, eles entrariam em contato comigo e me contariam seus segredos. Afinal, as pessoas estão sempre me contando seus segredos, e muitas vezes eu os coloco numa canção como se fossem coisas que aconteceram comigo. Infelizmente, dois amigos morreram de cânceres virulentos no intervalo de um ano, período em que eu escrevia as canções do disco que, então, de Magia (Magic), transformou-se em Magia e perda (Magic and loss). Eu queria encontrar um jeito mágico de lidar com o luto e a morte. Queria criar uma música que ajudasse em um momento de perda. Parece que estamos sempre recomeçando, ganhando mais chance para encarar de novo as coisas. No álbum New York, outra vez eu estava envolvido com essas forças externas. “Apanhado entre as estrelas turvas…” As estrelas são turvas, o mapa é furado. Romeo Rodriguez perde sua alma no carro alugado de alguém. Uma atmosfera sombria para recomeçar. Mas bastante previsível, a crer no dito que aparece em uma de minhas primeiras canções, I’ll be your mirror, em que o...

À mesa com Apicius

Conheça um pouco do livro de crítica/crônica gastronômica de um nome sui generis do nosso jornalismo, que a Cesárea lança em agosto Renata do Amaral Um mistério rondava os restaurantes cariocas entre os anos de 1975 e 1997: quem era Apicius? O mais conhecido crítico gastronômico do Rio de Janeiro na época era, ironia das ironias, desconhecido, pois se ocultava sob esse pseudônimo. O nome era uma referência a um gastrônomo romano que, ao perceber que sua fortuna estava terminando, resolveu se suicidar para não correr o risco de morrer de fome. Já o Apicius brasileiro buscava ser atendido como um cliente comum, sem a bajulação ou o tratamento especial tantas vezes reservado aos avaliadores das casas. Desde que comecei a estudar o Jornalismo gastronômico como objeto de pesquisa acadêmica, em 2004, vez por outra escutava seu nome, mas sem nunca ter tido a oportunidade de ler seus textos. Até que encontrei em um sebo este livro que o leitor tem em mãos e cujo nome revela mais que esconde: são confissões íntimas, secretas, ainda que publicadas no Jornal do Brasil, então um dos periódicos brasileiros de maior circulação. O tom da escrita apiciana é de intimidade e talvez esse seja um dos fatores que mais levaram o público a se identificar com suas críticas-crônicas. Sim, críticas-crônicas, pois os textos são uma mistura dos dois gêneros. À crítica, gênero tradicional do Jornalismo cultural que visa a avaliar obras de arte ou manifestações culturais, une-se a crônica, que mistura pitadas de jornalismo e literatura. Apicius não se limitava a falar dos pratos, mas terminava extrapolando seus comentários para temas sociais,...

“Recife não possui um plano urbanístico democrático”

A ocupação do Cais de José Estelita começou no dia 21 de maio de 2014, quando um consórcio de construtoras iniciou a demolição dos antigos armazéns de açúcar, para a implantação do projeto “Novo Recife”, no coração da Capital Pernambucana. No aniversário de um ano dessa ocupação, a Cesárea Editora lança o conto Atlântico, de Ronaldo Correia de Brito, com renda em prol do Ocupe Estelita, movimento da sociedade civil que procura dar um destino mais democrático à região. Uma primeira versão de Atlântico havia sido lançada há alguns meses pela Editora Mariposa Cartonera. Essa nova versão, no entanto, é a mesma que fará parte do novo livro de contos de Ronaldo, que sai pela Alfaguara em agosto, com o título de Amor das sombras. Na entrevista a seguir, o autor fala da sua relação com o Recife e critica a falta de um plano urbanístico democrático para a cidade.     1 – Desde a sua coletânea de contos anterior, Retratos imorais, é possível perceber nos seus textos um olhar sobre o Recife contemporâneo, numa relação de atração e repulsa. O conto Atlântico, que fará parte do seu próximo livro, tem uma ênfase muito forte com a cana-de-açúcar, que aparece como um elemento que dá a impressão de ir sufocando os personagens. Comente um pouco sobre a relação do seu trabalho com o Recife.   R – Moro no Recife há 40 anos. Cheguei adolescente e me apaixonei pela cidade. A nenhum viajante, porém, o Recife se entrega imediatamente. Seu melhor encanto consiste em deixar-se conquistar aos poucos. É uma cidade que prefere namorados sentimentais a admiradores imediatos,...

“Cinema não é só movimento”

Após ter relançado ano passado o primeiro romance de Fernando Monteiro, Aspades ETs, Etc, a Cesárea vem agora com A cabeça no fundo do entulho, que radicaliza as experiências de Aspades e comprova o quanto Monteiro precisa voltar a ser lido e redescoberto. A cabeça foi Prêmio Bravo de Literatura de Melhor Romance em 1999. Confira essa conversa que tivemos com Monteiro sobre o possível esgotar do formato romance, de como o cinema atravessa sua obra e de como o livro surgiu de forma inusitada.   1 – Muito se fala de alguns autores que teriam uma linguagem cinematográfica, que significaria um texto dinâmico, imagético. Mas no seu caso é curioso: a ideia de cinema é diferente, não é ritmo nem são imagens, mas uma atmosfera, uma sombra que atravessa os personagens, a trama. Isso era sentido em Aspades Ets Etc e parece ainda mais forte em A cabeça. Você poderia falar dessa sua relação com o cinema? R – A piscina vazia das ideias feitas sempre estará transbordando enquanto as pessoas acreditarem que dois-mais-dois são cinco. Corretíssimo o que você diz: muito se fala, mesmo, que “texto dinâmico, imagético” e/ou “cheio de cortes” seria “linguagem cinematográfica” assimilada por um escritor. Ledo e Ivo e falecido engano. Ou melhor, um lugar-comum mental que não se lembra de que cinema não é só movimento, mas também a capacidade de enxergar o intervalo entre as árvores e uma forma de associar que não é as das palavras ligadas como num jardim de cimento. Então, a receita seria outra: para a escrita, engolir uma câmera submarina e um balão, um pensamento colhido...

Download grátis do primeiro capítulo de Aspades

“A riqueza uterina de uma prosa como a de Fernando Monteiro é o melhor antídoto contra a pobreza lamurienta, masturbatória e solipsista que se disfarça por aí de ficção” – André de Leones/Estadão Confira os primeiros capítulos de um dos livros mais importantes da literatura brasileira contemporânea: Aspades Ets Etc, de Fernando Monteiro, que a Cesárea lança em formatos pdf, e-pub e Mobi....

Quem é Cesárea?

O nome Cesárea é inspirado na personagem Cesárea Tinajero, do romance Os detetives selvagens, do escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003). Poeta e figura messiânica, desapareceu no deserto mexicano e, segundo a crença, capaz de salvar a instituição da poesia.

Quem somos?

A Cesárea Editora foi criada a partir da Cesárea, revista de literatura e ensaios que teve seu primeiro número em novembro de 2013. Inicialmente, foi disponibilizada na Apple Store, trazendo para os leitores da língua portuguesa alguns dos principais autores e jornalistas contemporâneos. A partir da repercussão inicial, decidimos criar também uma editora para trazer ao público obras que tenham a ver com a nossa linha editorial. Além disso, disponibilizaremos uma versão mais simples da revista, voltada a todas as plataformas de leitura, e não apenas para iPad, como era no início. A Cesárea é feita de forma independente pela dupla Jaíne Cintra e Schneider Carpeggiani.

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